SEPTICFLESH – COMMUNION: REVIEW
Os Gregos SepticFlesh já produziram sete full-length’s, uma banda que teve origem no inicio dos anos 90’, uma banda que passou despercebida, e ainda hoje acontece, e eu pergunto como isso é possível!
Uma das bandas mais desvalorizadas, e onde os que começam a ouvir, comparam o som destes demónios ao som de bandas como Therion, Dimmu Borgir e afins, é uma comparação tão injusta. Com o novo trabalho tão aguardado, um dos álbuns mais promovidos no Extreme Metal, está a chegar, «The Great Mass» que ditara a miséria e o ruir daqueles que comparam o som dos Gregos a qualquer outra banda. Hoje vou falar de «Communion», o impacto que ele teve no metal, a importância do regresso da banda passado quatro anos, fiquem atentos.
Em 2003 SepticFlesh tinha lançado o seu melhor produto até a data, com o aclamado «Sumerian Daemons», um produto que elevou a qualidade dos Gregos a um novo patamar, e foi aí que originou a separação ou mesmo o fim da banda que foi dado conhecido ao publico, com falta de apoios e promoção a banda separou-se, cada um seguiu o seu caminho na musica e projectos pessoais, revoltados com o seu trabalho ser passado despercebido e a editora não conseguir ir muito mais além. Até que a majestosa «Season of Mist», em 2007 ter contactado pessoalmente com cada membro da banda e com o desafio de voltarem á carga e de ter todo o apoio que desejarem, e foi aí, num concerto no inicio de 2007 que os demoníacos anunciaram que iriam voltar ao estúdio e produzir a maior “besta apocalíptica de sempre”.
Daqui saiu «Communion».

Um cd que ainda olho com os mesmos olhos desde o inicio, um cd que não tem idade, é espectacular e difícil de descrever, uma raridade, um clássico dos clássicos. «Communion» é composto por nove faixas, com isso vem uns 38 minutos, parece pouco, mas quem ouve «Communion» quando chega ao fim, não tem essa sensação, ficas desgastado com ele, é óptimo.
Lyrics:
Um dos pontos mais fortes deste produto é as letras, são fenomenais, os Gregos SepticFlesh podem se gabar da sua filosofia e componente lírica, muitos não usufruem dessa dádiva, para mim «Communion» é um dos melhores full-length’s que ouvi que tem a melhor estrutura e beleza nas letras. Como o que acontece com a faixa três, onde passo a citar:
«Alien faces
Watching me
Wearing wings
They come to drink
The ancient chalice
Raised so high
In a toast to those who fly»
..
Produção:
Sólido, não tão sujo como o anterior, no fim ficou muito bem equilibrado o som da filarmónica de Praga misturado com elementos destrutivos, foi a primeira vez que os SepticFlesh tiveram uma filarmónica de carne e osso, «Communion» foi o primeiro cd que soube usar isso como ponto positivo.
Faixas:
Como já disse são nove faixas e no total uns massivos 38 minutos, os 38 minutos mais longos da tua vida.
«Communion» começa com a faixa «Lovecraft’s Death» com uma guitarrada inicial que parece ilustrar um eclipse, uma melodia bela, e num instante “Seth” Antoniou arrasa com os vocais, e com um fundo tenebroso, mal começa o cd, ele já te esta a lançar pragas, genial musica, que tem um final massivo, e assim entra em acção a memorável faixa «Anubis» com mais uma bela melodia na guitarra e com o baixo a dar apoio, do nada cai tudo em cima, os instrumentos unem-se num som, e com a filarmónica no apoio, lindo, esta faixa contem uma voz limpa e bela no refrão.
E na faixa três segue-se «Communion», difícil de respirar nesta música, é épica, deslumbrante e memorável, mas o ponto alto ainda esta para vir.
Na quarta faixa temos «Babel’s Gate», uma faixa emocionante, a faixa mais curta, tem um fundo assustador, os riffs rasgam a pele de uma tal forma, uiui, a bateria ta genial em todas as faixas, uns parabéns ao senhor encarregue desse lado.
«We, The Gods» é quem se segue, meus amigos será este o ponto alto!?, complicado, esta faixa é de ouvir e chorar por mais, a sua majestade e como ela esta estruturada, a letra, jizzfest, e massivo, destruidor e sufocante, um momento de pura brutalidade genial.
«We, the gods – we, the gods
Praise love – but also we know war»
«Sunlight/Moonlight», é a sexta faixa, uma bela introdução, com uns sussurrares geniais, a guitarra nesta faixa faz um efeito lindo, quem disse que as guitarras não choram??. E a voz de “Seth” está tocante, a raiva que ele tem naquela garganta a monstruosidade, ele não tem medo de se mostrar. Um dos melhores guturais no Metal. Period.
«Persepolis», é a faixa sétima faixa, e a mais longa, com uma arrancada inesperada, fenomenal e com um fundo mais uma vez de fazer vénias, esta musica fala sobre um império, que foi invadida à muito, a musica vai fluindo com a filarmónica, uma obra-prima.
E aqui chegamos ao ponto mais alto do produto, a meu ver, «Sangreal», coloquem a musica, nos 3:14, esse é o ponto mais alto, até os meus periquitos não conseguem resistir a esse momento. A musica em sim tem um ritmo único, e conta mais uma vez com uma bela voz limpa.
«Blood needs blood
Flesh needs flesh
Life for life, soul for soul
Immortals…»
E assim chegamos ao fim da última faixa, «Narcissus», a faixa mais pacifica, a melodia, a faixa que te vai fazer relaxar e expirar e inspirar bem fundo.
Veredicto:
«Communion» contou com uma filarmónica completa, ou orquestra como queiram, com um total de 80 músicos e 32 vozes, foi uma enorme investimento, até a data o melhor produto com um orquestra até hoje, isso pode ser ultrapassado dia 18/3/2011, com o aguardado «The Great Mass» onde o número ainda é maior, espera-se muito destes senhores, para aqueles que nunca ouviram, continuem assim. |..|
10/10

