Reverence Festival Valada – 2016

Reverence Festival Valada

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Criado por um grupo de investidores estrangeiros, juntamente com os responsáveis do centro cultural do Cartaxo, o Reverence Festival já conta com 3 edições e trouxe a Portugal nomes como Red Fang, Electric Wizard, Bombus, Amon Dull II, The Horros entre muitos outros. O festival partilha do mesmo espaço do já extinto festival tejo, herdando o campo de merendas de valada por 3 dias e consegue juntar mais de 70 bandas por festival, muitas delas em Tour pela Europa e muitas outras que vêm a Portugal propositadamente. É certo que neste ano que transita, o recinto estava um pouco reduzido comparativamente com anos anteriores, perdeu-se o palco Reverence (situado no campo de futebol), mas acabou por se ganhar palco Indigente totalmente dedicado à música nacional e outra das coisas que se perdeu foi o conceito de copo de plástico descartável, adquirindo-se um copo personalizado, reutilizável e que serve de recordação, evitando-se assim o desperdício de milhares de copos de plásticos atirados para o lixo ou para o ecoponto amarelo. Quanto aos bilhetes quanto mais cedo se adquirir, mais cómodos são os preços e nesta edição para os residentes do concelho, os bilhetes ficavam com 50% de desconto, continuando o campismo a ser praticado no pinhal de Valada e de acesso livre aos festivaleiros.

Num ano em que os festivais de verão ficaram marcados pelo incêndio no festival Andanças, a organização do Reverence desde a primeira edição teve sempre presente um grande contingente por parte dos bombeiros do Cartaxo, o qual este ano não foi exceção.

Primeiro dia de festival repleto de grande concertos, mas sem dúvida que a grande atuação da noite foram todas as bandas atuavam no palco Rio e sem dúvida para Riding Pânico e Thee on sees. Mas e porque o festival não se fez só de um só dia o segundo dia começou com Ossos D’ouvido, banda de Benavente que fez assim a sua estreia a inaugurar as sonoridades neste segundo dia de Reverence pelas 14 horas. Ao início ainda não tantas as pessoas presentes, comparativamente com o final da noite anterior mas a casa estava bem composta para as horas a que começava o segundo dia. Muitas foram as bandas conhecidas, outras nem tanto quanto isso, mas todas estavam à distâncias de poucas centenas de metros que era o espaço entre palco. Miss Lava, The Black Wizards, The Dirty Cool Train forma os destaques para as bandas Portuguesas antes da noite chegar e Correia com o cair da noite. Dead Meadow, the Raveonettes e os já bem acostumados às terras Ribatejanas The Brian Jonestown Massacre fora os grandes destaques para o segundo dia.

O Terceiro dia, mostrou-se de céu limpo sem muitas nuvens fazendo antecipar que este seria esta seria uma grande tarde para se aproveitar deste festival. É certo que os horários deste dia sofreram uma grande alteração à última da hora a começar pelo cancelamento dos Killing Joke ainda alguns dias antes do começo do festival e este mesmo cancelamento acabou por trazer muitas alterações a nível logístico por parte do festival, não só a nível de horários mas também de palco. Mas com este cancelamento quem acabou por ganhar foi o festival e todos os presentes, a começar pelos The Quarteto f Woah! que passaram para o Palco Rio e que fizeram o vocalista agradecer ao “Nuno Calado pela oportunidade de tocar no palco Rio, ao João, ao João, ao Quim, ao Quim, ao Quim, a ti, a ti a ti e a minha mãe que está lá em cima a olhar por mim”. Mas 20 minutos antes deles tinham subido ao palco Indigente a banda convidada para substituir os Killing Joke, falamos dos Portugueses Nevoa apresentando-se o Vocalista em palco com uma hemorragia nasal. Ao início parecia pouca coisa, mas depois de 15 minutos de concerto o vocalista viu-se forçado a abandonar o palco pois a hemorragia que tinha sido estancada com papel ao início do concerto, transformou-se numa corrente sanguínea. Mas o que pode o público querer mais quando o vocalista é forçado a abandonar o palco e o Baixista ocupa o seu lugar?! Sim, foi mesmo isso que aconteceu, se bem que não foi durante toda a atuação, pois o Vocalista se bem que ensanguentado ainda voltou ao palco 2 vezes depois da primeira saída. Uma das grandes surpresas da noite juntamente com um dos primeiros grandes aplausos. Mecanospére, Nik Turner’s new space Ritual, The Damned foram das melhores atuações do dia antes da subida ao palco dos cabeças de cartaz deste último dia, os The Sisters of Mercy, que trouxeram públicos diferentes a esta edição do festival e que fizeram encher por completo o palco Rio. With the Dead, Radar men from the moon, Mars Red sky foram outras das atuações brilhantes deste festival e claro os Earth Drive e Summer of Hate & guests terminaram da melhor maneira o festival.

É claro que este ano não tivemos a felicidade de ter uma noite de lua cheia como em 2015, nem 3 noites tão quentes mas tivemos um quarto-crescente e umas temperaturas amenas para o mês de Setembro. Esperemos que para o ano possamos ter mais noite quentes e que possamos ter novamente uma noite Under the Moonspell!

Obrigado Reverence!!

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