Opeth: A Herança do passado

 

Opeth Week : Part 0 – Intro

Os deuses dos bosques mais húmidos comemoram este ano 21 anos de carreira e para não faltar o décimo álbum dos mestres Suecos, por isso, como “fanático” saudável da banda decidi fazer este especial, dedicado aos Opeth, por aqui vai passar um pouco da sua história.

 

Opeth Week : Part1 – Herança

Fig1: Opeth, outros tempos

 

Os mestres Opeth nasceram por volta do inicio dos anos 90’ com o fundador Mikael Åkerfeldt (Guitarra & Vocal) que se pode dizer “senhor absoluto da banda” e acho que merece tal citação, Mikael Åkerfeldt tem uma personalidade que parece que viveu em outrora na altura dos reis e rainhas, a sua personalidade é das mais marcantes que já vi no Metal e afins.

No início pode-se dizer que os restantes membros não iam muito á bola com Åkerfeldt, por isso os Opeth sempre foram uma banda com saídas e entradas, de forma surpreendente, isso raramente fez-se notar ao longo destes 21 anos de carreira. O primeiro álbum foi lançado em 1995 intitulado «Orchid», por esta altura, Opeth tinha um som com influências de Doom e Black Metal Atmosférico, o mesmo acontece com o seu sucessor «Morningrise», com intros longas e momentos acústicos sensacionais. Estávamos em 1998 quando «My Arms, Your Hearse» as intros longas são cortadas e o cheiro a Doom saí e deixa entrar mais o Death Metal, contudo era Opeth, neste álbum também é marcado com a entrada do baixista Martin Mendez (que continua na banda) e Martin Lopez.

Um ano depois a máquina oleada, Opeth, continuava a inovar e a marcar pontos quando «Still Life» entra em cena mais uma obra de arte, tudo que esta banda até a data em que tudo que tocava (e continua a tocar) transformava (e transforma) em ouro. Até aqui a banda era desconhecida mas isso estava para mudar. Em 2001 Steven Wilson produziu os próximos três álbuns, «Blackwater Park» (my favorite) «Deliverance» e «Damnation» todos eles foram lançados ano após ano. E os senhores Opeth, estavam no topo do mundo. E o álbum que se segue é «Ghost Reveries» que se pode dizer uma mistura entre o Opeth bad boy e o Opeth good boy, esta obra-prima também foi marcada pela entrada do primeiro pianista a tempo inteiro na banda Per Wiberg, e infelizmente também foi marcado pelo abandono de Martin Lopez da banda devido a problemas de saúde, hoje em dia Lopez esta bem de saúde, tem um projecto novo, pena não envolver estes Suecos.

Fig2: Opeth, Dream Team (2005)

 

E assim chegamos a «Watershed» em 2008 com o abandono de Lopez da banda o baterista que iria o suceder era o famoso baterista dos Bloodbath, legolas Martin “Axe” Axenrot e Fredrik Åkesson, em 2007 um dos grandes amigos de Åkerfeldt abandonou a banda, falo de Peter Lindgre, por não ter contribuído com material novo desde 1997.

No ano de 2010 marca um grande ano para os Opeth, ao comemorarem 20 anos de carreira, uma das carreiras de maior sucesso e de qualidade, mestria inigualável até hoje. Nesse ano a banda vez alguns concertos que originaram um DVD, todos esses concertos tiveram 3 horas de Opeth.

Hoje, 2011, também teve uma saída, Per Wiberg abandonou a banda, contudo temos Steven Wilson, estamos deparados para mais um ano Opeth, «Heritage» é o seu 10º álbum conta com 10 músicas, só falta mesmo levar uma nota 10/10.

 

Fig3: Opeth, a Herança (2011)

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