Neige et Noirceur é um projecto composto unicamente pelo canadiano Spiritus (Zifond). O projecto até então conta com várias demos e EPS, e com o seu primeiro full-leght lançado em 2009, “Crépuscule Hivernal sans Fin sur les Terres de la Guerre”. “Neige et Noirceur”, numa tradução aberta significa “Neve e Escuridão”, o que simboliza fielmente o que Spiritus nos mostra com o seu trabalho. O projecto foca Ambient Black Metal com o melhor do Drone Doom, com um toque de Folk, tornando-o frio, sombrio e hipnótico.
“La Seigneurie Des Loups” é o seu segundo álbum, composto por temas melhorados e principalmente finalizados das suas demos e EPS anteriores. Spiritus neste álbum foca essencialmente no património de Quebec, baseando-se nas guerras, no ocultismo e do folclore da sua terra, o que deixa a nu o conceito do álbum.
1. Croix de Feu Croix de Fer (Cruz de Ferro Cruz de Fogo)
Croix de Feu Croix de Fer é a prova perfeita de como o projecto ganhou forma e maturidade. O som é bastante sujo e com algumas electrónicas estranhas, que embora estranhas, encaixam bem, extremamente bem, com o ambiente e com o vocal cavernoso de Spiritus, este último contudo, é um pouco abafado pela sujidade do som. Não peca por isso. Ainda conta com uma sequência narrativa que nos remonta à época das guerras de Quebec, que desperta emoções negativas. Obs: Não percebo o que dizem no diálogo, porque não percebo francês, mas é muito bom de ouvir.
2. Ancien Folklore Québécois (Antigo Folclore de Québécois)
Esta faixa junta a qualidade de Black Metal que ouvimos anteriormente com elementos Folk, além dos grandes riffs que aqui estão contidos, sendo esta uma faixa que fica facilmente na cabeça. O vocal já não é tão abafado como na faixa anterior, o que soa bem.
Eis que se reúne-se maior parte do Folk que há no álbum, ficando uma sensação de experimental, possivelmente regressando em álbuns posteriores.
3. 1839
O típico interlude. De guitarra acústica e suspiros clean é feito este instrumental, ficando um clima de Folclore da época.
4. La Seigneurie dês Loups (O domínio dos Lobos)
A faixa que para mim, se distingue mais das outras. O vocal está um pouco perdido no meio da atmosfera criada. Somos novamente apresentados às electrónicas estranhas, que fazem contraste com a sonoridade Doom que aqui é implementada, ainda que breve. Também se nota bastante a utilização de uma Drum Machine, embora sempre a tivesse usado até agora, o que de facto não me incomoda, porém aqui, é algo repetitiva. Na última parte da faixa temos outro exemplo de guitarra acústica, e é nesse segmento que a música tem o seu devido destaque.
5. Les Plaines de Krolok (As planícies de Krolok)
A última faixa do álbum começa com um ambiente apocalíptico que desaparece pouco a pouco, mas que dura o suficiente para deixar emoções negativas, algo estranhas. É uma faixa fascinante, que conta mais uma vez com um diálogo em francês que mais uma vez indecifrável, encaixa bem. O ambiente, que compõe a maioria desta faixa, é bastante pesado e complexo, estranho e escuro. Uma maneira sombria de fechar um álbum sombrio.
Endormant en silence
L’ esprit dês hommes et des forêts du nord…



Ai catrafodasse…. Já publicaste isto já está a fazer quase um ano e só agora é li. Comecei a procurar pela banda e deparei-me com isto.
Sabes porque nunca liguei muito? Por causa da capa….