Os Gwydion são uma banda de Folk/Viking metal portuguesa, com influências ligeiras de Black Metal sinfónico. Uma banda com alguma notoriedade em Portugal, o que lhes valeu o convite para o Vagos Open Air 2010, e até no estrangeiro, onde fizeram suporte para tour de Týr.
O primeiro trabalho full-leght dos Gwydion chama-se “Ynys Mön”, e foi lançado em 2008.
«Ynys Mön», um álbum que após ser ouvido deixa no ar nomes como Summoning , Korpiklaani ou Finntroll, abusando dos teclados que são fulcrais em certas partes, uma evocação ao universo Celta e Viking excelente. Está recomendado desde já a fãs de Folk Metal mais pesado (o tal folclore extremo). É uma medalha de prata a ser polida, e claro, há arestas por limar.
1. …Arrival
O instrumental de abertura. Cumpre o papel de abrir bem o álbum ao som de espadas e chuva, com uma música de fundo que relembra de imediato uma grande batalha Viking. Decerto que esta grande “batalha” são as 7 faixas que se avizinham.
2. Rebirth
É aqui que começa o termo folclore extremo. O ritmo acelerado, os teclados e os vocais que remetem ao Black Metal estão aqui unidos. Especial atenção para os teclados/vocais no final da faixa.
3. Viking’s Horned Parody
Marca por ser ter um inicio mais calmo que as restantes, e um final bastante agradável, que é quando somos presenteados com a sinfonia, mas no geral, soa a pouco em relação às restantes, vale pelos riffs, não fossem eles aproveitar a sua parte mais extrema.
4. Spirals
Uma faixa mediana, com uma melodia que entra bem no ouvido, com um ou outro momento de destaque, mas sem grande euforia.
5. Inquisition Queries
Esta faixa não tem grandes parecenças com as restantes tirando o vocal e alguns teclados pertinentes que se mostram todo o álbum. Por sua vez, conta com uma melodia estranha e apocalíptica e um vocal harsh.
6. Descendent of Don
Um ponto alto do álbum, e mais um exemplo da qualidade dos teclados que Daniel César nos presenteia. Os teclados são excelentes, o vocal idem, e tem uma sinfonia respeitável, ao mínimo que se poderia esperar. O teclado repete, a sinfonia repete, e a faixa acaba. A grande melodia que a compõe, passa de lenta a rápida e vice-versa, o que faz um contraste muito interessante.
7. The Trickster of Ragnarök
Outra faixa na média, mas ficamos com aquela sensação que após termos ouvido rios de imaginação ao longo do álbum, esta faixa soa a pouco, muito pouco, parece muito uma continuação da já algo fraca “Inquisition Queries”.
8. Turning of the Wheel
Melodia, muito catchy, tornando-se um hino. O vocal está perfeito e adequado. O expoente Folk está aqui ao rubro, e no seu ponto de ebulição, e é aqui que entram as influências de Korpiklaani, com uma melodia extremamente festiva. Dizer que são Folclore Extremo ganha um novo ênfase após ouvir esta faixa, porém o extremo não os abandonou totalmente, está assim presente através dos vocais, como assim está ao longo do álbum num todo, o que acaba por mostrar a sua diversidade.
Horns up Gwydion!


