Os SEVEN STITCHES chegam-nos da Grândola, com uma bagagem poderosa e pesada. Compostos por Bixo, Nelson, Pica (que concedeu a entrevista), Açoriano e André, vamos ver mais do que está por trás de mais um grande nome da cena portuguesa.
Para começar, apresentem-nos os Seven Stitches.
Pica- Os Seven Stitches são: André Tavares (guitarra), André Santos (baixo), Bixo (uitarra), Nelson (bateria) e Pica (voz).
De certeza que estão fartos que vos perguntem isto mas, como é que nasceram os Seven Stitches?
P – Os Seven Stitches nasceram de um grupo de amigos de longa data que tinha a mesma paixão pela musica, foi em 2001 que o Bixo e o Nelson me convidaram a juntar à banda, quando estavam sem vocalista, e a partir desse dia começamos uma viagem alucinante até hoje.
Porquê o nome Seven Stitches?
P- Porque um dicionario assim o quis (risos), estávamos a precisar de mudar de nome, então em plena sala de ensaios começamos a ver nomes e palavras num dicionário, até que Seven Stitches nos pareceu bem, digamos que foi um nome sem grande significado, um saco vazio que fomos enchendo com as nossas vivências, com a nossa musica, e hoje é um nome que carrega grandes momentos.
Em 2005 lançaram a demo “While We Don’t Take Over Death”, em 2006 o EP “ The Face Alone Does Not Reveal the Man”, em 2008 um split com os Switchtense “The Hunter of Souls”. O vosso primeiro álbum, When The Hunter Becomes The Hunted, foi um grande sucesso. Olhando para trás, verificam algumas mudanças de trabalho para trabalho?
P- Grandes mesmo, ainda na semana passada voltei a ouvir o EP e a Demo, adorei o que ouvi, apesar de estarmos mais técnicos, mais poderosos e de este ser o caminho que queremos seguir, o que gravamos no passado estava carregado de sentimento, e de grande idéias, estão nesses trabalhos grandes malhas, que passaram um pouco ao lado, mas quem sabe se um dia não as vamos regravar, ou voltar a tocar.
Falem-nos um pouco mais acerca do split com os Switchtense. Como é que nasceu a ideia, qual o conceito…
P- Somos acima de tudo GRANDES AMIGOS, e numa altura em que ambos trabalhavamos nos nossos discos de estreia, achamos que seria uma boa forma de avançar algumas musicas, e assim foi.Digamos que pode ser algo a repetir no futuro a uma escala maior (risos), veremos.
Lembram-se do vosso primeiro concerto? Como foi?
P- Lembro muito bem, foi carregado de adrenalina, foi inesquecivel, ainda nos chamávamos Snail e tocamos num evento em Grândola junto às piscinas, era a minha primeira vez num palco estava bastante nervoso, então utilizamos o método de beber até esquecer (risos).
Em 2011 estiveram na Alemanha e Espanha. Qual foi a reacção do público?
P- Muito boa mesmo, o metal nacional tem muita qualidade e a prova disso é a forma como recebem as bandas nacionais quando vamos lá fora, e para nós foi bastante gratificante a forma como nos receberam, e os vídeos do wacken que estão no youtube mostram bem isso.
Pena é que continue a ser difícil às bandas chegar lá fora, poder fazer tour a sério, ter os discos no mercado europeu, esperemos que isto mude no futuro.
Planos para o futuro?
P- O objectivo a cima de tudo é fazer um disco que nos de prazer ouvir e tocar, já estamos a trabalhar nisso e o material que temos até agora está a deixar-nos muito satisfeitos, o objectivo é que ele seja lançado em 2012 e que desta vez seja um lançamento em mais países, e que isso nos permita de novo sair por essa Europa fora.
Numa palavra, como definem os Seven Stitches?
P- Diria que é impossivel definir esta banda com uma palavra, seria mais fiel se disse-se que somos um grupo de grandes amigos que adora o metal.
Olhando para a cena pesada portuguesa, qual a vossa opinião?
P- A minha opinião é que somos um país cheio de qualidade, há boas bandas e cada vez mais bons músicos, mas ainda somos pequeninos quando se trata de humildade e amizade, quando as bandas perceberem que só unidos podemos ser mais fortes e chegar mais além, tudo vai funcionar melhor, ainda há muita gente a achar que um bom disco, e alguns concertos lá fora são suficientes para se ser rock star e isso não é assim, nem nunca será.
Outra coisa que me faz confusão é onde andam os 70 mil que vão ver Metallica de 2 em 2 anos, os que enchem coliseus na passagem de tours americanas por cá, onde andam eles durante um ano inteiro quando se fazem bons festivais, boas tours, bons eventos que estão com 50 ou 100 pessoas com sorte e onde cada vez mais os músicos nem dinheiro para a viagem conseguem ganhar, enquanto o público não perceber que o metal português tem qualidade, que é credível, e começar a sair de casa para aparecer nos concertos, e assim fazer a nossa cena musical mais verdadeiramente forte, é complicado andar para a frente.
Últimas palavras para os fãs e futuros?
P- Nada de mais, só mandar um grande abraço à malta do site, vocês também são muito importantes para a divulgação das bandas, contamos voltar em 2012 com um novo disco carregado de peso, e contamos encontrar-vos, VIVA O METAL!
httpv://www.youtube.com/watch?v=2h76IxKqvH4
httpv://www.youtube.com/watch?v=lLr_lxMwu9Y
Muito obrigada aos SEVEN STITCHES pela entrevista, e boa sorte com todos os projectos!


