Draconian – A Rose For The Apocalypse (Review)

Cada vez que coloco algum álbum dos Draconian a tocar, sinto sempre um misto de sentimentos calmos, mas pesados, profundos e majestosos.

Os suecos que nos têm vindo a brindar com magníficos álbuns, fazem de 2011 um ano, para mim, já ganho em termos de lançamentos mais bem concebidos.

Decidi fazer esta review um pouco mais tarde da altura de lançamento do álbum para evitar que a excitação do momento da primeira audição compromete-se a minha sensatez na escrita deste comentário, pois era sem dúvida um álbum á muito esperado e que bem que foi recebido.

Felizmente, o que pensei do álbum na primeira audição, penso agora e pensarei sempre, é um álbum muito bom, traz nele uns Draconian mais maduros, com uma posição bem segura no Doom Metal Gothic, sem tirar nem pôr.

São 10 faixas onde a genialidade da junção dos vocais serenos e sublimes de Lisa Johansson e a majestosidade dos guturais de Anders Jacobsson estão empregues de uma forma maravilhosa, Lisa com a sua voz desprovida de qualquer toque rockeiro e rebelde mas épica e perfeita para a finalidade dos Draconian, é das vozes mais magnificas no mundo do Metal, já Anders traz-nos tudo o que procuramos num Metal mais extremo, para mim este senhor para além de nos presentear com as melhores composições (como este álbum não me deixa mentir), eleva-nos a uma realeza de obscuridade pesada, negra e absoluta. É genial… tudo neles é genial.

Os elementos Doom tão presentes como na primeira vez, as sinfonias tão perfeitas, as vozes, as guitarras, as composições dramáticas, o sentimento de quando acaba, é voltar a ouvir novamente e outra vez e mais uma vez. Há que reparar na faixa The Quiet Storm uma introdução de toques mais experimentais, mais presentes na voz da vocalista. Todas as músicas estão pautadas por um tornado de electricidade e melodia, na faixa Dead Worls Assembly, podemos encontrar algo de novo, mesmo até diferente do que reúne o género musical em causa, encontramos uma voz feminina desprovida de preocupação, apenas singela e serena.

Por norma tenho por hábito seleccionar as melhores músicas e as menos boas; neste caso não o vou fazer, pois estou totalmente convencida que neste álbum não há musicas menos boas, tenho que salientar a escolha do single de apresentação, The Last Hour Ancient Sunlight foi uma escolha muito acertada.

Com este álbum encontramos uns Draconian que subiram dois ou três patamares no panorama do Metal, um grupo que após um longo período de composição conseguiu fazer algo de reinventado e excelente sem nunca perder a identidade própria e o que os caracterizava.

 

10/10 – Sim, atrevo-me a dar nota máxima pois não encontro nada de tão bom dentro do género, poderá ser demais? Talvez, acredito que seja questionável mas a meu ver este álbum é a elevação da excelência da musicalidade inebriante, o mote perfeito para fazer deste verão musicalmente mais completo, contrastando os raios de sol com as trevas, como li em uma outra review, uma “Opus Negra”, este é um álbum para sempre. Se todos falam no fim do mundo, pois bem, nada melhor que antecipar isso e trazer o apocalipse para dentro de casa.

 

Na próxima malha: Não sei bem o que trarei no futuro, mas vou aproveitar esta deixa para lembrar que a terceira edição do Vagos Open Air está ai á porta, provavelmente irei dar notícias após este festival, pois irei estar presente, pela terceira vez na Lagoa do Calvão. Até lá, vou tratar dos preparativos. :D

 

Metalem muito \m/, Ana.

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4 Comentários to "Draconian – A Rose For The Apocalypse (Review)"

  1. Laercio diz:

    Vale destacar tambem, o som da bateria. Odeio quanto compro um cd, e a bateria tem um som de caixinha de fósforo. Aqui alem de um som monstro, é tocada bem forte.

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