Deathspell Omega – Conversas de um FANBOY

Nunca se mostraram ao seu público, escodem a sua face nas sombras medíocres que acompanham as suas costas com um passado monumental, DeathSpell Omnega definisse apenas e apenas só por uma palavra, identidade. Um local onde a luz é dissecada por um feroz buraco negro aliado às tropas do inferno, foram com estes Franceses que pela primeira vez aprendi a respeitar o Black Metal, eles são o Black Metal, eles representam um PIB superior a qualquer outra banda que pratique este género ou que outrora o praticou.

 

Os nomes por detrás desta identidade não passam de rumores, a banda foi formada inicialmente por Hasjarl nas guitarras Khaos no baixo e Shaxul nos vocais e bateria.

Banda formada em 1998, a primeira vez que se mostraram ao mundo foi através da demo “Disciples Of The Ultimate Void”, um ano depois da sua formação. No ano seguinte foi lançado o primeiro álbum intitulado “Infernal Battles”. Contudo estes DSO eram mais virados para o raw Black Metal e ainda estaria longe do seu futuro e aclamado potencial. Durante dois anos foram lançados Split’s atras de Split’s. Em 2002 foi lançado o último trabalho com a presença de Shaxul, ao que se sabe ele abandonou a banda devido às suas crenças, com a saída deste membro e a entrada de Mikko Aspa, principal responsável (na teoria) da evolução do som da banda.

De uma maneira ou outra Mikko Aspa revolucionou ou influenciou a banda, estes Franceses preparavam-se para lançar uma trilogia que iria espantar os mais famintos do Black Metal, uma trilogia que iria unir céu, terra e inferno num só, (Deus, homem, Demónio).

 

Lyrics (Metaphysic meets the beast)

A componente lírica está bastante ligada á metafisica, filosofia, sim a componente lírica é deveras complexa (Satânica). O vocabulário utilizado muitas das vezes é desconhecido da maioria, ao mesmo tempo a banda custo-ma escrever em latim, dificultando aí mais a leitura de qualquer individuo que se preze. DSO é uma banda fora de vulgar, um dos seus principais objetivos é ir ao encontro do caminho da besta vermelha (Santanas). Não recomendado a cristãos.

 

Trilogy (The Magnum Opus of Satan)

O conceito de trilogia por definição no geral é uma forma de vender cegamente, cliché e sem dedicação/amor-próprio seja no cinema, livros e música. Isto não acontece em terras dominadas por estes Franceses.

“Si Monumentum Requires, Circumspice” provêm do latim “If You Seek His Monument, Look Around You” esta frase encontrasse no túmulo  de Christopher Wren na Catedral de St. Paulo. É o início da trilogia e notasse uma revolução no som, o inicio do caos começa aqui e durará até aos fins dos tempos, homem nunca se esquecerá do sucedido. Nunca se esqueçam “True art is cruel by definition”

“Fas—Ite, Maledicti, in Ignem Aeternum” mais uma vez a banda recorre ao latim para intitular o segundo álbum da trilogia Divine law—depart from me, ye cursed, into everlasting fire!” para quem não tem conhecimento este segundo trabalho é sobre a queda de lucifer á terra. Até a data este é o trabalho mais feroz, a bateria neste trabalho é tratada de uma forma tão primitiva que parece que interliga o ritmo da percussão da bateria ao batimento do coração do tal negado lucifer.

“Paracletus”, “The Holy Spirit’s Advocate representa o fim da trilogia e ao mesmo tempo representa a guerra no céu, um hino infernal de dez faixas que se unem como uma só. Deathspell Omega neste trabalho mostra a sua veia mais progressiva e jazz avangart de uma forma mais vincada. Até a data este é sem dúvida o trabalho mais belo da banda, ironia ou não. “Paracletus” termina com chave de diamante, um final merecido, onde passo a citar as ultimas palavras “You were seeking strength, justice, splendour! You were seeking love! Here is the pit, here is your pit! Its name is SILENCE…”

 

Future (Unknow)

É complicado ficar indiferente às proezas alcançadas por esta enorme sombra negra que continua a caminhar em solo mortal.

É difícil saber o dia de amanhã e entrar na mente destes profetas é um feito impossível, contudo estamos a pouco mais de um mês para podermos escutar com atenção do próximo Ep intitulado “Drought” , uma faixa já se encontra disponível, e é notório uma evolução do som que nos foi apresentado no trabalho “Paracletus”

 

Aconteça o que acontecer, esta “banda”, para mim vai ser sempre relembrada como A “BANDA” QUE MUDOU A FACE DO BLACK METAL.

“Sola Fide I”

Arquivado em: Destaques, Notícias, Opinião Tags: ,

Também deves gostar:

Deathspell Omega – Drought : Review Deathspell Omega – Drought : Review
Deathspell Omega – Drought Deathspell Omega – Drought

6 Comentários to "Deathspell Omega – Conversas de um FANBOY"

  1. Robson Mutz diz:

    Muito bom o texto, Na primeira vez quando escutei DSO mais precisamente a faixa “The Repellent Scars of Abandon and Election” foi um baixa armagedon na minha cabeça desde este dia essa banda tá no topo da minha lista de bandas favoritas.

Queres comentar?

Enviar \m/