Burzum «Fallem» review

Depois do brilhante regresso do ano passado, com “Belus”, somos presenteados com outro álbum no espaço de um ano. Será que foi o curto espaço de tempo que fez com que este último se assemelhe ao “Fallen”? Ou terá sido feito com “sobras” de ideias do “Belus”? Passando à frente nas perguntas pertinentes da primeira audição do álbum, o que fica na mente após ouvir o álbum é que é claramente uma evolução em vários pontos e estabelecendo ponto de referência no “Belus”, a diferença entre o “Fallen” não é abismal, o destaque vai para os riffs mais audíveis e mais bem elaborados, e o vocal polido muito melhor usado. Não nos fica mal se dissermos que é uma expansão do “Belus”, melhorada. Mais uma vez é-nos mostrado aquele contraste entre vocal limpo e rasgado. Na minha opinião, acho que o “Fallen” é o álbum que o “Belus” devia ter sido, com uma produção mais natural, não cansa tanto o ouvido, e os riffs ficam mais na cabeça. Que o Varg começou uma onda de álbuns com uma produção lustrosa e brilhante, já todos nós sabemos, e que usou vocais limpos e melódicos no passado, mas nunca assim como nos é mostrado agora. Quem gostou de “Belus”, certamente irá gostar deste álbum. Um álbum sólido que merece ter o nome Burzum na capa.

1 – Fra Verdenstreet (From The World Tree)

Introdução típica de Burzum. São proferidas algumas palavras indecifráveis, não ficando aquém do que Burzum nos habituou no que toca a introduções.

2 – Jeg Faller (I Am Falling)

Uma das grandes surpresas do álbum. Esta faixa está muito bem concebida, com melodias que nos ficam na memória muito facilmente. Mas o que chama mais à atenção, é o vocal limpo que Varg Vikerns aqui nos mostra, claramente uma evolução do vocal limpo que nos foi mostrado em “Belus”. Depois de ouvirmos a música, fica-nos a sua letra na cabeça, ainda que esteja em norueguês, o que dá outro sabor à música.

3 – Valen (Fallen)

Continuando com a melhor produção tomada neste álbum, somos apresentados aos riffs desta malha, e ao contraste de vocais, mais notáveis que na faixa anterior, porém mais melancólicos. Uma boa faixa sem dúvida, remontado aos tempos gloriosos e primitivos de Burzum.

4 – Vanvidd (Madness)

Uma música estranha, mas normal num álbum de Burzum. Definitivamente, esta é a prova que o Fallen é inspirado nos primeiros álbuns de Burzum, como podemos ver pelos vocais rasgados e ríspidos. Começa rápidamente e torna-se lenta, para se tornar rápida outra vez, onde tem o seu auge, e uns riffs que lembram a saudosa Jesus’ Tod.

5 – Enhver Til Sitt (Each Man To His Own, meaning “Each Man Gets What He Deserves”)

Aqui vemos uns pontinha de Doom, o que não é estranho mas interessante. Partindo outra vez para uma música mais melancólica e depressiva, assim como título da faixa e das letras provocantes o mostram.

6 – Budstikken (The Message)

Outro dos pontos altos do álbum. É a faixa mais longa do álbum, mas nem por isso deixa uma vaga para o aborrecimento. Esta faixa é uma compilação de tudo o que ouvimos de bom para trás neste álbum. Na minha opinião é o melhor que o álbum nos oferece, a par com a “Jeg Faller”.

7 - Til Hel Og Tilbake Igjen (To Hel And Back Again)

Instrumental de despedida, com inspirações tribais, simples, e com algumas guitarradas acústicas.

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