Alcest
Porquê Alcest? Porque vi-os pela primeira vez no Barroselas XIV e adorei. Não conhecia a banda e apaixonei-me. Tão simples quanto isto!
Alcest é uma banda francesa, e de acordo com os sites oficiais (http://www.alcest-music.com/, http://www.myspace.com/alcestmusic#!/alcestmusic e http://www.facebook.com/alcest.official), cold and melodic black metal.
O sonho nasceu em 1999, e eis a review dos principais lançamentos: Tristesse Hivernale em 2001, Le Secret em 2005, Souvenirs d’un Autre Monde em 2007 e Écailles de Lune em 2010. De parte ficaram os splits, Tristesse Hivernale / Aux Funérailles Du Monde e Les Discrets / Alcest.
Tristesse Hivernale:
Tristesse Hivernale começa com uma música de nome homónimo. Os riffs e o som cru de Black Metal são facilmente identificados e a voz condiz com toda a atmosfera do Black Norueguês. No entanto, no minuto 1:43, uma melodia mais calma assola a música, durando 17 segundos; torna a música mais rica e é agradável essa “interrupção”. A demo começa lindamente.
A segunda música, La Fôret de Cristal, não foge à regra e traz-nos um Black Metal muito bem conseguido. Uma vez mais, uma melodia calma chega-nos no minuto 1:59, desta vez durando cerca de 30 segundos. A música acaba de uma forma bastante calma também, para nos preparar para o que vem de seguida…
… onde nos deparamos com En Mémoire Aux Valeureux Guerriers. Nesta música talvez consigamos aperceber-nos que há uma quase “necessidade” de misturar o tom do black metal com elementos mais calmos e limpos. O resultado é perfeito.
Alcest despedem-se nesta primeira demo com La Mort Plane Sur Ces Contrées Glacées, música que não foge à excepção das restantes três. Primeira opinião sobre esta banda? São muito bons. A demo remonta a 2001, já lá vai uma década. A verdade é que foi sempre a melhorar.
Le Secret:
Le Secret começa e nós nem damos por ela… somos levados para um lugar distante e perdemo-nos num mundo imaginário. Após 3 minutos de calma, somos abalado agradavelmente pelo som pesado, que nos mostra o lado mais negro de Alcest mas igual e inegavelmente belo. É uma música longa mas perfeita e prepara-nos para a despedida, com a harmonia de…
… Elevation. E elevámo-nos. Continuamos no mundo imaginário e gostamos, não queremos sair dele, não queremos que o som acaba. Mas ao fim de 12 minutos acaba. E voltamos à realidade, a desejar por mais de Alcest.
Souvenirs d’Un Autre Monde:
O álbum chega-nos com Printemps Emeraude, sombrio, rápido, limpo, duro. Passado uns momentos torna-se claro, melancólico, leve, é bonito. A voz de Neige preenche a música de uma forma harmoniosa e arrebatadora. Uma boa introdução, sem dúvida alguma.
De seguida, Souvenirs d’ Un Autre Monde, continua numa onda calma com aquele “ruído” de fundo em algumas partes que nos recorda do black metal como origem. A sensação, a mistura dos sons resulta bem e é uma grande música.
Les Iris. Outra grande música, outro grande ambiente, outra grande sonoridade. Não há muito a acrescentar.
Ciel Errant começa e fica-se quase… se calhar enganaram-se na música, isto não é Alcest. Segundos depois, problem solved. Volta a força da banda e a voz de Neige para nos relembrarmos que Alcest é isto. Existe e pronto.
Sur L’Autre Rive Je T’Attendrai não foge ao som geral do álbum. Revela-se ser uma boa música mas estamos já um bocado cansados porque parece tudo do mesmo.
O álbum acaba com Tir Nan Og, uma boa despedida, uma música muito calma para abandonarmos suavemente a atmosfera criada neste CD. Sinceramente, para um ouvido desatento e desinteressado o álbum parece que do início ao fim só tem uma música. Todas elas são bastante parecidas, mas Alcest continua a ser Alcest e é um bom álbum.
Écailles de Lune
Écailles de Lune começa com a sua primeira parte, começa de uma maneira subliminar, a tocar o divino e a perfeição. A música é linda, tem emoção e faz-nos viajar. Sem dúvida a minha música preferida em toda a carreira de Alcest.
A segunda parte adiciona a voz agressiva mas é tão perfeita quanto a primeira. Não retirava nenhum bocado, não adicionava nada, está esplêndida.
Percées de Lumière tem um som mais cru mas mesmo assim que se apodera de nós. A voz está perfeita e combina com tudo. Não se pode exigir mais. Aos 2:28 a música fica mais calma e a voz embala-nos cada vez mais fundo sobre nós e sobre o som.
Com Abysses vamos ainda mais fundo (quando não se pensava que se podia ir mais!), o início da música, a atmosfera da mesma, e aí vamos nós. Somos assombrados pela voz, os instrumentos cercam-nos mas estamos felizes. A calma é assolada por…
…Solar Song, que começa tão docemente que estranhamos. Ouve-se melhor e entranha-se! É bonita, não ao nível do restante álbum, mas cinco estrelas na mesma.
Despedimo-nos com Sur L’Océan Couleur de Fer. Queremos mais. Muito mais. A música começa lindamente e acada da mesma maneira. Todo o álbum é um deleite para os nossos ouvidos e alma!
Nota final da banda: adoro. Um 10/10. Uma banda perfeita e apesar de alguns comentários não tão positivos, nada do que eles façam é mau. Espero que continuem assim!



