Agalloch «Marrow of the Spirit» Review

Melancólico, nostálgico e frio.

São palavras que descrevem este novo álbum de Agalloch, «Marrow of the Spirit».

Agalloch são uma banda de Metal com varias influências, oriunda de Portland, Oregon formada em 1995, que conta o seu quarto álbum de estúdio. São uma banda que dispensa mais apresentações, pois os seus trabalhos falam por si. Desde o seu primeiro lançamento que adoptaram uma atmosfera ambiental e complexa, combinando uma exploração progressiva, com elementos black e folk.

Este álbum por si só, consegue ser superior a discografias de muitas bandas.
Dá para notar à primeira vez que ouvimos, que é um álbum bem concebido ao que os Agalloch nos habituaram desde o seu primeiro full-lenght, na sua medida certa. Claro que tem que ser ouvido mais vezes para absorver toda a sua essência, e aproveitar tudo o que eles nos proporcionaram com esta obra prima.

1. They Escaped the Weight of Darkness

Uma introdução que faz lembrar o saudoso «Autumn Aurora» de Drudkh, extremamente ambiental e orgânico. Desempenha bastante bem o seu papel, introdução ao que se avizinha.

2. Into the Painted Grey

Talvez a faixa melhor composta do álbum em riffs, a avaliar pelos riffs, podemos afirmar que é a faixa mais pesada do álbum. O vocal sabe ser raw, tanto como sabe ser clean, com o toque habitual de doom. De realçar que o clean está muito bem conseguido.

3.The Watcher’s Monolith

Outra faixa com grande poderio em riffs. Dos sussurros ao clean, os vocais são perfeitos e pesarosos, com a excelente melodia que provém da fórmula da música de Agalloch, porém mais pesada, lenta e agressiva que anteriormente. De realçar que os vocais são muito bons.

4. Black Lake Nidstång

Excelente faixa, não fica aquém das outras em nenhum ponto, tem riffs bastantes melancólicos e complexa, tal como a atmosfera. Esta última embora tenha 17 minutos, ao nível que eles a proporcionam, não chega para cansar o ouvinte. Novamente entre sussurros e gritos os vocais adequam-se muito bem à melodia lenta e bem trabalhada. A acústica está fenomenal e nostálgica. O único senão, e onde podiam ter feito um pouco melhor na parte pré-final/final da faixa, não chega a ser sensaborão, mas a meu ver pouco faltou.

5.Ghosts of the Midwinter Fires

By far, the best track of the album.
A par com a segunda e quarta faixas, são os pontos altos do disco. Aqui o álbum atinge o seu clímax, o contraste dos vocais raw com vocais clean mostra os seus resultados da melhor forma possível, a melodia e atmosfera são altamente catchy. Obviamente estamos perante um clássico destes senhores, que não sabem fazer coisas más. É uma faixa triste, que faz lembrar imenso o «The Mantle». A minha favorita do álbum.

6. To Drown

Na minha óptica isto não é fechar com chave de ouro, é fechar com chave de diamante.
Faixa com um clima apocalíptico, na sua maioridade instrumental, com alguns elementos depressivos, como o título da faixa nos demonstra ou até a parte lírica. Uma grande maneira de acabar o álbum, senão a melhor forma de o fazer…

 

They escaped the weight of darkness
to drown in another…

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2 Comentários to "Agalloch «Marrow of the Spirit» Review"

  1. P' diz:

    É um álbum muito bom, para além da extrema qualidade que nos é apresentada, faz pensar, reflectir. A única coisa que discordo na tua Review, foi esta citação «que faz lembrar imenso o «The Mantle»», a mim faz me lembrar o « Ashes Against The Grain », mas como tudo e relavito. Muito boa Review.

  2. Sorrow diz:

    De longe um dos melhores albums que ja ouvi. Agalloch é algo sem explicação e esse album é de alguma forma algo que eu sempre esperei ouvir…Só discordo de uma coisa na Review, The Watcher’s Monolith é o ápice desse álbum, uma das melhores músicas que já ouvi. Mas aí é da opinião de cada um não é mesmo…

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